

CULTIVAR, UMA ESSÊNCIA DA GLOBALFOOD
A planta industrial da Globalfood em Itatiba cresce, mas não apenas em estruturas de concreto. Ao longo dos anos, formamos um viveiro e um plantio de espécies da Mata Atlântica — o bioma original da região — e reconstituímos uma pequena mata ao redor da fábrica. À medida que a estrutura cresce, as árvores também crescem, trazendo de volta a fauna nativa: pequenos animais silvestres, passarinhos. A cada temporada de plantio, criamos um pouco mais de natureza ao nosso redor.
Uma fábrica costuma crescer em duas direções: para cima, em prédios, e para fora, em produção. A da Globalfood em Itatiba cresce numa terceira: para dentro da mata.
Não é força de expressão. Há cinco anos, quando erguemos os primeiros galpões, plantamos também as primeiras mudas nativas. Hoje essa mata reconstituída ocupa 3.800 m². Cresce devagar, no tempo certo das árvores, e foi assim que voltaram os passarinhos.
Chamamos isso de cultivar. E na Globalfood, cultivar nunca foi só sobre árvores.
Uma conta que também é ambiental
Sustentabilidade, para nós, não é uma palavra de capa de relatório. É uma conta que fechamos todo mês. Tanques de água de chuva reduzem em 15% o consumo de água tratada na fábrica. Painéis fotovoltaicos no telhado cobrem cerca de 40% da energia elétrica que a planta consome. Os efluentes são tratados antes do descarte. Cerca de 8 toneladas de papel e plástico das embalagens de matérias-primas saem, todo mês, para reciclagem — não para o lixo.
São números pequenos diante do tamanho do problema. Mas são reais, e é neles que confiamos mais do que em promessas.
Conhecimento que também se planta
Há quase 20 anos publicamos livros técnicos e culturais sobre o setor de alimentos — cerca de 20 títulos até aqui, cuja renda voltou inteira para entidades sociais. Também formamos gente: cursos, seminários e capacitações já chegaram a mais de 2.500 profissionais do setor.
Entendemos formação como parte do mesmo gesto de plantar. Uma árvore leva anos para dar sombra. Um profissional bem formado também.
Vizinhança
Itatiba nos deu o terreno onde a fábrica está. Devolvemos o que podemos: cuidamos da Praça Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Ponte, muito usada pelos moradores. Apoiamos o projeto Bola Onde Mora, que leva futebol a jovens da zona rural da cidade. E caminhamos ao lado da JAPPA — Jacaré Ribeirão Vivo, ONG que nasceu em 2007 da indignação de moradores com o estado do Ribeirão Jacaré, símbolo da cidade, que estava praticamente morto, com cor e cheiro de rio doente. Ao todo, nossos projetos sociais já levaram recursos a mais de 17 instituições, entre o Sul, o Centro-Oeste e o Sudeste do país.
O dia em que isso ficou visível

Foto: Matheus Aguiar
Em julho, esses valores saíram do relatório e foram para o chão. Comemoramos meia década de Itatiba com um novo plantio de mudas nativas, dessa vez com um detalhe que fez a diferença: quem plantou não foram só os times de campo, mas equipes inteiras de PCP, Regulatório, Jurídico, Recursos Humanos e Logística — gente que normalmente vê a fábrica de dentro de uma sala. Cada área ficou responsável por uma parte do terreno, identificada com placas, e boa parte desses profissionais continua voltando para acompanhar de perto o que plantou.
A JAPPA esteve lá. A vereadora Luciana Bernardo também, e falou sobre o que acontece quando setor privado e terceiro setor decidem remar para o mesmo lado.
Não foi um evento. Foi um dia em que a fábrica mostrou, ao ar livre, o que já fazia todo mês, em silêncio.
No fim da tarde, ficaram as fotos: colaboradores com as mãos sujas de terra, segurando mudas que um dia serão árvores. É uma imagem simples. Mas resume bem o que entendemos por cuidar do lugar onde plantamos a empresa — porque só assim as próximas colheitas continuam vindo.
Fotos: Matheus Aguiar
O artigo, Cultivar, uma essência da Globalfood, foi publicado em 28 de julho de 2026
